segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Década de 50: Vila de Sítio Novo em Catu.




Créditos: FGV/CPDOC

Por Rodrigo Rabelo e Cássio Góes

1961: Os telegramas e notícias sobre a CPI do Petróleo com desdobramentos em Catu-BA

Texto ampliado abaixo
No ano de 1961, ocorreu em Brasília a CPI do Petróleo, onde o Prefeito de Catu da época, Bento Abade de Freitas prestou depoimento e segundo o noticiário havia informado que o então ministro da Fazenda Clemente Mariani e do Sr. Helio Filgueiras presidente do Banco da Bahia, haviam aconselhado o mesmo, a contratar a empresa Pereira Leite para o serviço de abastecimento água, com o depósito de 70 por cento dos Royalites no Banco da Bahia, confira a manchete do Jornal do Brasil na íntegra:



Diante da polêmica criada, o então ministro Clemente Mariani envia telegrama ao Jornal do Brasil falando de sua relação com Catu, a abertura da primeira agência bancária de Catu, do Banco da Bahia, e afirmando que as informações não procedem, confira:


O Jornal do Brasil na edição de 27 de maio de 1961 divulga entrevista com Clemente Mariani:





O então prefeito de Catu, Bento Abade de Freitas, enviou telegrama ao então ministro Clemente Mariani, informando que não havia declarado as informações publicadas no Jornal do Brasil:



O conteúdo do telegrama foi publicado no JORNAL A TARDE, na edição de 31 de maio de 1961, colocando fim a polêmica:

Clemente Mariani
Bento Abade de Freitas


Créditos: CPDOC/FGV

Por Rodrigo Rabelo e Cássio Góes

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Um breve relato sobre a biografia do ex-prefeito Bento Abade de Freitas





O Prefeito da época Bento Abade de Freitas, natural de Rio Real (Ba),chegou em Catu no dia 24 de janeiro de 1924. Casou-se com Maria Sá Barreto de Freitas em 08 de maio de 1929, mais conhecida como dona Patú (In memorian), companheira inseparável. Dessa união nasceram 14 filhos, dois já falecidos. Abade faleceu aos 96 anos, em 09 de junho de 2001, mas escreveu uma intensa história de amor com Catu, mesmo não sendo filho da terra.


Bento Abade foi titular do Cartório de Escritura Pública. Foi prefeito  em dois mandatos, 1959 à 1961 e 1966 à 1970. Na segunda eleição disputou o cargo ao executivo com o então candidato Gilberto Alves de Araújo, vencendo pelo partido social democrático.

Um gestor exemplar considerando por muitos catuenses que tiveram oportunidade de acompanhar sua forma exemplar e criteriosa de administrar os recursos públicos.

Na primeira gestão, Bento Abade deu início as obras para estação de tratamento de água, só então concluída na segunda gestão. Muitos foram seus feitos por Catu, algumas de relevância como a construção do mercado municipal situado à Praça Lourenço Olivieri, no centro comercial de Catu.
No fim da década de 60, a economia da cidade passava por uma crise aguda de retração, Abade providenciou trazer um caminhão de farinha de mandioca do sertão para ser distribuído junto com uma cesta de alimentos para as famílias carentes que passava fome, período que o Brasil passava   pela ditadura militar.

Everaldo Freitas, um dos 14  filhos de Bento, lembra de fatos que marcaram a gestão de seu pai, a exemplo da distribuição de ferramentas agrícolas e sementes para pequenos agricultores, fomentando a agricultura familiar. Construiu uma das primeiras casas de farinha elétrica do nordeste, trouxe ampliação da iluminação da cidade, construiu a maternidade e escolas. Também distribuiu grande parte do terreno da Santa Rita para os pobres.


Na lembrança de Everaldo há também um fato inusitado, “ certa vez papai estava almoçando, quando chegou um homem mordido por uma cobra na Fazenda Grotas próximo de S. Miguel (distrito), na cidade não possuía serviço de ambulância, nem recursos necessários para atender o paciente. Ele então colocou numa caçamba e acompanhou até Salvador para que recebesse o tratamento adequado.”
Uma das festas mais populares da época, o micareta,  Bento chegou a contratar três trios elétricos para animar os foliões,  o que na época era um feito singular, já que o normal era um, no máximo dois. Veio então o Trio Tapajós e o Dôdo e Osmar, renomadas atrações da época do carnaval baiano. Os catuenses que não tinham oportunidades de ir ao carnaval da capital, conheceram o tapajós e aproveitaram a festa.
Na época as escolas eram mantidas pelo estado, mas a prefeitura administrada por Abade, não se acanhou em contribuir para as escolas realizarem os desfiles cívicos.
Jamais um doente ficou sem remédio. No governo do prefeito Abade, a prefeitura mantinha um convênio com a Farmácia. Tempos em que não existiam políticas do governo federal e estadual para distribuição de medicamentos para população carente.
O ano de 2018 é o sesquicentenário de emancipação política da cidade. A esperança que não pode e não deve morrer, é que seja comemorado como esta cidade merece.
Catu deve ser estruturada para o futuro!  Pensada para que as gerações vindouras encontrem oportunidades suficientes para construírem uma sociedade igualitária, suplantada em uma economia diversificada e sólida.
O resgate à memória da história da cidade, contribui para um futuro em que as debilidades sócias econômicas do município, possam ser superadas, escrevendo assim uma nova história através de um caminho futurista, com políticas públicas eficazes que apontam a ascensão do amanhã e fazem alusão ao passado áureo da cidade de economia fumangeira, agrícola e das grandes petrolíferas que aqui chegaram por volta da década de 40.
Que venham as indústrias, universidades, a cultura e a educação, a arte, as cooperativas, mais projetos educacionais  que proporcionem menos marginalização social na cidade. Catu precisa ser mais do que é hoje, para ser forte amanhã, optando por um caminho mais curto rumo ao progresso. Não é fácil, mas é possível, para que assim como diz a última estrofe do hino da cidade: “ Teus filhos hão de ver-te forte…Para a grandeza do Brasil…”


Por Evanil Pinto / Site Catu Acontece / 2017

Galeria de ex-prefeitos de Catu-BA









quinta-feira, 18 de julho de 2019

Cineasta Glauber Rocha e o Jornalista e Escritor João Carlos Teixeira Gomes em passagem por Catu

Extraído do twitter do jornalista Claudio Leal(@cleal82)


João Carlos Teixeira Gomes e Glauber Rocha compartilharam as primeiras leituras de Os Sertões. Joca se tornaria o principal biógrafo do amigo e também autor de um relevante estudo sobre Gregório de Mattos. Na foto, Joca e Glauber após um acidente na cidade de Catu.
Jornalista e Escritor João Carlos Teixeira Gomes e o Cineasta Glauber Rocha na Praça Lourenço Olivieri, no Centro de Catu, ano da foto desconhecido. Crédito da imagem Cláudio Leal.



Acervo Catuense: Rodrigo C. Rabelo e Cássio Góes

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Catu na década de 50

Resgatamos fotos de Catu da década de 50 do arquivo do IBGE.

Avenida Padre Cupertino

Praça Lourenço Olivieri - 1957

Estação Ferroviária de Catu - 1957

Igreja Católica - 1957


Praça Lourenço Olivieri - 1957

Praça Duque de Caxias


Inicio da Construção do Mercado de Farinha
Acampamento da Petrobrás atualmente onde funciona o Centro Administrativo Municipal, no bairro da Aruanha




FOTOS: IBGE
Blog Acervo Catuense, Rodrigo C. Rabelo e Cássio Góes.


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Relato histórico da Família Pereira de Souza


Por: Sérgio Souza

As informações disponíveis delimitam como iniciante da Família Pereira de Souza do Catu, Manuel Pereira de Souza, nascido na primeira metade do séc XIX , pai de Joaquim Pereira de Souza Armundes, primeiro representante do clã do qual existem registros comprovados.A árvore genealógica atual indica desconhecimento da mãe de Joaquim, porém novos levantamentos em curso poderão apresentar outros dados.
Na história da formação de Catu há um registro em determinado momento, dizendo que a região experimentou "um surto de crescimento e desenvolvimento causado pela chegada de novos colonos", possivelmente cristãos novos, no final do séc. XVIII e início do séc. XIX.Acredita-se que Manoel Pereira de Souza deva ter chegado neste período à região.
A família Pereira de Souza, torna-se conhecida já estabelecida na localidade de Riachão, zona rural, pertencente à Vila de Santana do Catu, Município de São Francisco da Barra do Sergy do Conde, Estado da Bahia. A região havia passado por um período em que a pequena indústria açucareira dominava a economia local.Em decorrência da decadência do açúcar no recôncavo baiano, a chegada dos referidos colonos possibilitou diversificar e aumentar a produção agrícola.
Os Pereiras, já então prósperos, atuavam na produção agrícola familiar, de média propriedade, destacando-se na sociedade em formação, ainda no império, registro encontrado em inscrição gravada em espada, guardado com Marialice, onde o Imperador atribui honras ao primeiro Joaquim.
O município de Santana do Catu, emancipado de São Francisco do Conde em 26 de junho de 1868, possuía formação basicamente rural. Com a passagem da estrada de ferro, a partir de meados de 1863 a então Vila, passa a atrair os colonos, oferecendo-lhes maiores oportunidades com a possibilidade de exportação da produção, através da estação ali instalada.
Atraídos, também os Pereiras, começaram a deixar o Riachão em busca de melhores condições pra seus familiares na cidade. Primeiro as mulheres, Ana e Santa e logo em seguida seus irmãos Oscar e Alfredo, já casado com Adelaide Pereira de Souza, sua prima, descendente da vertente dos Pereiras da região de Maleitas.
Os filhos mais velhos de Alfredo chegaram a se hospedar em casa de Ana (tia Dona), para conclusão do curso primário mas logo em seguida toda família foi transferida par a cidade, surgindo então a casa do Senhor, Tio e Avô Alfredo, (Fêu, Fefêu), estabelecida na Praça do Comércio, idos de 1918, grande referência para todos os Pereiras de Catu.
Na mesma Praça ficava a residência de Oscar, estando mais adiante, em rua contígua, a Dois de Julho a residência de Ana Francisca Pereira Queiroz e seu esposo Aquilino. A casa de Maria Isabel de Souza Oliveira (tia Santa), e seu esposo Torquato Oliveira, estava mais acima no início da subida para o Adro.
Venda de madeira, pequena pecuária, fabrico de carvão, produção agrícola da mandioca, farinha, sempre de maneira diversificada eram basicamente as possibilidades de ocupação no município, acrescentadas do comércio e a emergente indústria tabageira, ora crescente em todo Recôncavo.
Oscar Pereira de Souza, agricultor, comerciante e já político formara um novo grupo tomando o poder do município na histórica eleição de 1925, quando por medo do grupo hegemônico estabelecido, os Araújo Góes, as urnas eleitorais foram transferidas para o distrito de São Miguel, a fim de se garantir o exercício democrático do pleito, já que a comunidade receava contrariar o valente Coronel Didi.